Lembrei agora de como tudo era...
Mamãe sempre me deixava na sua casa quando o prédio ia pintar, ou até mesmo pra trabalhar e ir pra faculdade, então a maioria dos dias eu estava lá no seu condomínio. Era bom, porque você sempre foi o mais presente de todos, me olhava e me mimava como ninguém, e sempre perguntava: 'Quem é a minha neta preferida?', eu me gabava toda para gritar que era eu, e eu mais uma vez... não me cansava. Se eu pudesse, pararia meu mundo ali, no seu sorriso bobo ao ver minha alegria de ser mimada. Ainda sinto a quentura do seu abraço em mim, e então me lembro que era o abraço que eu mais gostava, e desde nenem não suportava outro colo masculino, só o seu. Ainda me lembro dos seus ciúmes, e de quando eu acordava e você já tinha feito tudo, acordado cedo, caminhado e feito a mesa de café da manhã pra vovó, e gritando 'BON DIORNO PRINCIPESAS (?)'. O tipo de homem, de pai, de avô e de amigo mais perfeito que existiu.
Lembro agora da sua mania de fazer compras, vovó ficava realmente brava, porque ela sempre amou fazer compras e você acabava saindo pra ir pro carrefour e ir antes dela, comprava as azeitonas sem caroço que eu tanto amava e escondia de mim. E as moquecas na sua casa? E o natal? Era o unico lugar que eu ia e tinha árvore de natal, mas eu odiava. Só era bom de estar com você, teu sorriso tirando toda a amargura existente.
Gostava também de contar meu dia pra você, e desde que se foi... bom, eu tenho dificuldade pra entrar em detalhes no meu dia, até para a mamãe, nem consigo dizer o que teve na escola. Saudades de deitar na sua cama tão boa, na verdade... pular nela, admito, e não tirar o pijama levando um grande esporro, e de contar tudo o que aconteceu, ou ia acontecer... Das lutinhas com a analissa e de ver você nervoso.
Senti tanta falta de poder beijar a sua mão, e de você brigando com todo mundo para seguir meu exemplo haha, como você me babava. Saudade de ouvir diskman (?) e o cd que você tanto amava, não temas, só esperando você sair dali. Saudades da esperança de que você ficasse bom, e do violão que você nunca deixava... Dos elogios das minhas tentativas de preparar um purê de batata (desde que voce se foi, nem tentei mais, cadê o ânimo?)... do bolo alemão e das pizzas de lombo e frango com catupiry num aniversário meu, por aí.
E você nem vai estar aqui quando eu fizer os meus dezoito, e nem quando fizer os vinte, nem os trinta e nem os setenta, você não vai estar aqui quando eu tiver filhos, netos, e nem quando eu morrer. Você não vai voltar nunca, e isso está me devorando, não consigo evitar.
Me perdoe, mas ainda te amo tanto, tanto. Não posso te tirar de dentro de mim, não posso permitir isso.
terça-feira, 24 de março de 2009
Se eu lhe pedisse: Adivinhe só, por que estou eu aqui tão triste! Você adivinharia?
Adivinhe só, por que voltei a fugir da realidade com comprimidos que me fazem dormir, e dormir?
Ainda não adivinhou, com certeza.
Mas pra que serve isso? saber das minhas melancolias? Já não adiantam palavras amigas, traiçoeiras, nem inimigas. Palavra alguma adianta enquanto o sono vem, penetra na minha mente e me leva a cama. Horas perdidas? dias perdidos? talvez, quem sabe um ano. Melhor gastar meu tempo dormindo, do que acordada pensando em coisas que realmente me dominam e machucam.
Mas tudo bem, vai passar. A tua ausência podia não me trazer o sentimento de culpa, se fosse só a saudade, já estava tudo bem. Eu saberia lidar com ela, saberia encará-la e amaciá-la com os toques das lembranças boas que tanto carrego dentro de mim. Mas infelizmente eu sei que tenho culpa, infelizmente algo em mim diz que se não fosse por mim, você estaria aqui, bem do meu lado, acariciando minha mão como sempre fazia, e lendo alguma palavra que me admirasse no dicionário, bolando os planos de comprar o michaelis e vendo sportv que eu tanto odiava. Comprando as frutas que eu tanto amava, e o toddy não podia faltar. Eu queria agora a sua mesa perfeita do café da manhã, e a o timbre da sua voz nos meus ouvidos, tão linda... e os seus ritmos malucos no violão, me acordando com algum louvor, principalmente o da candeia.
Queria que você tivesse seus ataques de ciúme, e talvez assim eu nem precisasse pensar em namorados, porque você não me deixaria pensar nisso em nenhuma circunstancia, me faria pensar em estudar, e estudar. Queria você me acolhendo quando eu chorasse, secando minhas lágrimas e apalpando os meus cabelos, com aquele cafuné que eu tanto adoro. Deitar no seu colo e ouvir suas piadas, e rir mesmo sem entender, rir por te ter ali. Queria você aqui, me fazendo ser melhor, melhor do que sou, do que fui. Sem você não existe ana júlia melhor, não existe um sorriso tão espontâneo, tão digno de ser chamada sua neta.
Queria não te apagar de dentro de mim nunca, mas o tempo está levando as lembranças, está levando o seu sorriso tão iluminado, está me deixando vazia e oca, totalmente oca por dentro. Os detalhes parecem não existir mais, só o curto e grosso... e isso tá me matando.
Se eu pudesse, arrancaria meu coração para dá-lo a você; Se eu pudesse, faria de tudo para te ter, ao menos agora, me acolhendo em seus braços e abraços que tanto amo, que tanto sinto falta.
Adivinhe só, por que voltei a fugir da realidade com comprimidos que me fazem dormir, e dormir?
Ainda não adivinhou, com certeza.
Mas pra que serve isso? saber das minhas melancolias? Já não adiantam palavras amigas, traiçoeiras, nem inimigas. Palavra alguma adianta enquanto o sono vem, penetra na minha mente e me leva a cama. Horas perdidas? dias perdidos? talvez, quem sabe um ano. Melhor gastar meu tempo dormindo, do que acordada pensando em coisas que realmente me dominam e machucam.
Mas tudo bem, vai passar. A tua ausência podia não me trazer o sentimento de culpa, se fosse só a saudade, já estava tudo bem. Eu saberia lidar com ela, saberia encará-la e amaciá-la com os toques das lembranças boas que tanto carrego dentro de mim. Mas infelizmente eu sei que tenho culpa, infelizmente algo em mim diz que se não fosse por mim, você estaria aqui, bem do meu lado, acariciando minha mão como sempre fazia, e lendo alguma palavra que me admirasse no dicionário, bolando os planos de comprar o michaelis e vendo sportv que eu tanto odiava. Comprando as frutas que eu tanto amava, e o toddy não podia faltar. Eu queria agora a sua mesa perfeita do café da manhã, e a o timbre da sua voz nos meus ouvidos, tão linda... e os seus ritmos malucos no violão, me acordando com algum louvor, principalmente o da candeia.
Queria que você tivesse seus ataques de ciúme, e talvez assim eu nem precisasse pensar em namorados, porque você não me deixaria pensar nisso em nenhuma circunstancia, me faria pensar em estudar, e estudar. Queria você me acolhendo quando eu chorasse, secando minhas lágrimas e apalpando os meus cabelos, com aquele cafuné que eu tanto adoro. Deitar no seu colo e ouvir suas piadas, e rir mesmo sem entender, rir por te ter ali. Queria você aqui, me fazendo ser melhor, melhor do que sou, do que fui. Sem você não existe ana júlia melhor, não existe um sorriso tão espontâneo, tão digno de ser chamada sua neta.
Queria não te apagar de dentro de mim nunca, mas o tempo está levando as lembranças, está levando o seu sorriso tão iluminado, está me deixando vazia e oca, totalmente oca por dentro. Os detalhes parecem não existir mais, só o curto e grosso... e isso tá me matando.
Se eu pudesse, arrancaria meu coração para dá-lo a você; Se eu pudesse, faria de tudo para te ter, ao menos agora, me acolhendo em seus braços e abraços que tanto amo, que tanto sinto falta.
domingo, 22 de março de 2009
De que adianta?
Essa saudade existir, permanecer, doer... De que adianta, se você nem se importa?
De que adianta se você nem se preocupa?
Tentei mudar as ordens dos fatores, para ver se o produto alterava, e nada... A dor permaneceu, e você nem me ligou. Uma semana se passou, e fui atrás da única pessoa que eu conseguia fingir indiferença. Para que? Você simplesmente não me atender, não ouvir as mensagens que eu deixei, e nem me retornar?
Nessas horas é muito fácil acreditar no que disseram. Você só me liga quando é sua 'responsabilidade', quando tem que falar algo do gênero: 'depositei a pensão'. É sempre o mesmo assunto, é sempre a mesma tristeza, é sempre o mesmo buraco cavado dentro de mim, quase sem fim.
Pode parecer muita maldade, mas certas vezes eu preferia que você tivesse morrido, do que me deixado aqui... e me tratar da forma que você acha tão certa. Não quero presentes, não quero seu dinheiro, isso não consegue me satisfazer e nem poupar as minhas lágrimas, eu só queria um pouquinho de amor, de preocupação, queria você do meu lado, mas acho que isso eu nunca vou ter... Então me diga, de que adianta bens materiais, se tudo o que eu quero se resume em amor paterno? De que adianta, se o que você me dá não cobre esse vazio no meu peito?
De que adianta?
De que adianta se você nem se preocupa?
Tentei mudar as ordens dos fatores, para ver se o produto alterava, e nada... A dor permaneceu, e você nem me ligou. Uma semana se passou, e fui atrás da única pessoa que eu conseguia fingir indiferença. Para que? Você simplesmente não me atender, não ouvir as mensagens que eu deixei, e nem me retornar?
Nessas horas é muito fácil acreditar no que disseram. Você só me liga quando é sua 'responsabilidade', quando tem que falar algo do gênero: 'depositei a pensão'. É sempre o mesmo assunto, é sempre a mesma tristeza, é sempre o mesmo buraco cavado dentro de mim, quase sem fim.
Pode parecer muita maldade, mas certas vezes eu preferia que você tivesse morrido, do que me deixado aqui... e me tratar da forma que você acha tão certa. Não quero presentes, não quero seu dinheiro, isso não consegue me satisfazer e nem poupar as minhas lágrimas, eu só queria um pouquinho de amor, de preocupação, queria você do meu lado, mas acho que isso eu nunca vou ter... Então me diga, de que adianta bens materiais, se tudo o que eu quero se resume em amor paterno? De que adianta, se o que você me dá não cobre esse vazio no meu peito?
De que adianta?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Era mais fácil parar o tempo ou mudar as cores do arco-íris a entender seus pensamentos e tentar traduzir suas palavras. Já não perco mais tempo. Se eu soubesse que seria hospedeira desse sentimento chamado amor eu fugiria dele, pois não há dor maior que te ver em meus pensamentos e sentir-te longe do meu coração.
A pior dependência.
É aquela que nem esperamos, simplesmente entregamos nosso coração repentinamente a alguém que nos conquistou com um sorriso, ou um olhar meigo. Alguém que começa a ter poder sobre o nosso humor, nossa alimentação e o sono. Parece que tudo altera quando ele fala com a gente, e quando não fala chega a ser o pior pesadelo e o mar de lágrimas inunda o nosso ser.
Nessas horas que me pergunto: 'Para que sentimentalismos ambulantes?'. Entregamos uma parte nossa a alguém que sequer pertence ao nosso cotidiano, e se pertence, um dia saberemos que ele vai embora... Aliás, agora a minha visão nada sonhadora diz que tudo acaba.
Para que as expectativas? As ilusões? Os sonhos? Tudo isso e mais um pouco, por pessoas que nem se importam, ou caso se importem, um dia vão deixar tudo isso de lado.
E mesmo sabendo de tudo isso, a gente continua com esse ciclo viciante, com essa mania estúpida de entregar a nossa metade para alguém que faz um gesto bonito, que arranca sorrisos facilmente dos nossos rostos ou nos consola em agonias constantes, para alguém que começa entrando de mansinho em nossa vida medíocre e nem enxergamos o quão ficamos dependente dele. Começamos a usar a maldita frase 'PRECISO DE VOCÊ', e nem é da boca pra fora. Quando ele não está ali, parece que tudo se encontra vazio, e o sol nem faz tanta diferença. Todos os dias são como dias chuvosos, tristes e umidecidos por lágrimas internas. Sorrisos não existem mais com tanta facilidade, e a gente precisa dele ali pra dar uma risada espontanea, porque quando ele fala algo mesmo que seja sem graça, nossos olhos brilham com a intensidade de mil sóis e o sorriso saí antes mesmo de pensar o que ele está falando, e se for uma bobagem... tanto faz, o importante é que ele nos faz sorrir. Mas quando ele se vai, a tristeza penetra e o humor se torna inconstante, não sabemos se devemos nos sentir vazias, sozinhas ou tristes, qualquer um dos três se encaixaria muito bem nessa situação, e talvez a junção destes três fosse o ideal pra expressar o quanto nos sentimos.
(E isso tudo chega a ser a pior dependência que existe, a que mais dói, a que chega de fininho e toma conta do tudo e do nada, é a dependência que junta com a carência... sendo uma das mais dificeis de se lidar.)
Não consigo nem expressar um terço do que gostaria, o quanto eu realmente odiei ser dependente de você por tanto tempo, o quanto odiei esperar uma palavra tua pra sorrir num dia como este... É A PIOR DEPENDÊNCIA QUE EXISTE (eu já estou curada... eu acho.)
Nessas horas que me pergunto: 'Para que sentimentalismos ambulantes?'. Entregamos uma parte nossa a alguém que sequer pertence ao nosso cotidiano, e se pertence, um dia saberemos que ele vai embora... Aliás, agora a minha visão nada sonhadora diz que tudo acaba.
Para que as expectativas? As ilusões? Os sonhos? Tudo isso e mais um pouco, por pessoas que nem se importam, ou caso se importem, um dia vão deixar tudo isso de lado.
E mesmo sabendo de tudo isso, a gente continua com esse ciclo viciante, com essa mania estúpida de entregar a nossa metade para alguém que faz um gesto bonito, que arranca sorrisos facilmente dos nossos rostos ou nos consola em agonias constantes, para alguém que começa entrando de mansinho em nossa vida medíocre e nem enxergamos o quão ficamos dependente dele. Começamos a usar a maldita frase 'PRECISO DE VOCÊ', e nem é da boca pra fora. Quando ele não está ali, parece que tudo se encontra vazio, e o sol nem faz tanta diferença. Todos os dias são como dias chuvosos, tristes e umidecidos por lágrimas internas. Sorrisos não existem mais com tanta facilidade, e a gente precisa dele ali pra dar uma risada espontanea, porque quando ele fala algo mesmo que seja sem graça, nossos olhos brilham com a intensidade de mil sóis e o sorriso saí antes mesmo de pensar o que ele está falando, e se for uma bobagem... tanto faz, o importante é que ele nos faz sorrir. Mas quando ele se vai, a tristeza penetra e o humor se torna inconstante, não sabemos se devemos nos sentir vazias, sozinhas ou tristes, qualquer um dos três se encaixaria muito bem nessa situação, e talvez a junção destes três fosse o ideal pra expressar o quanto nos sentimos.
(E isso tudo chega a ser a pior dependência que existe, a que mais dói, a que chega de fininho e toma conta do tudo e do nada, é a dependência que junta com a carência... sendo uma das mais dificeis de se lidar.)
Não consigo nem expressar um terço do que gostaria, o quanto eu realmente odiei ser dependente de você por tanto tempo, o quanto odiei esperar uma palavra tua pra sorrir num dia como este... É A PIOR DEPENDÊNCIA QUE EXISTE (eu já estou curada... eu acho.)
quinta-feira, 5 de março de 2009
Encerrando ciclos (?)
Eu preciso disso, encerrar ciclos.
Por mais que doa agora estar longe de você, por mais que doa as tentativas frustrantes de te evitar, um dia ainda serão boas para mim, se isso um dia continuar a dor vai só se prolongar, não posso mais adiar.
Andei pensando em ser só sua amiga, mas não dá para estar do lado de quem a gente gosta sem sofrer, é pedir uma facada na alma, uma apunhalada no coração que ainda pulsa pelo esfaqueador, é implorar um pouco do seu amor, é ser uma idiota me humilhando a alguém que eu já vivi sem.
Me tornei dependente de ti e isso me deixa tão fraca e tão vulnerável a qualquer palavra tua. É como se você falasse: - 'Corre, senta, pula, dança, canta, finge de morto' e eu simplesmente obedecesse nesse exato momento. Sempre fui independente eu mesma, sem me importar com o que daria o nosso 'caso' ou melhor 'acaso' (?). Andava por aí sem querer dar satisfações, até porque ainda nada éramos além de dois apaixonados irradiantes com a beleza do sentimento que um dia se tornou um abismo, um vulcão para mim, que está nesse exato momento em erupção matando cada parte que ainda resta do meu corpo, da minha alma e do meu coração. Não dava tanta atenção, e talvez por isso você se cansou, mas era um tipo de defesa que fazia parte de mim, e você sabia até os motivos, sabia por tudo que eu tinha passado antes de te conhecer e mesmo assim vinham as cobranças, e eu não ligava tanto, ficava brava no instante, e depois passava, porque o que importava era estar bem com você, independente de quando e onde, só queria que fosse logo. Acho que agora, eu realmente me faço de idiota por você, agora que não as cobranças não existem, eu corro atrás e aí só ouço você dizendo que não dá mais... Senti meu mundo desabar nesse instante, não consegui me conter e parece que a minha vida parou ali.
E ainda sei que isso é questão de costume, sei que a paixão pode vir mais uma vez habitar meu ser incrédulo por instantes... Mas não acredito mais em amor, não acredito mais em promessas, não acredito mais em frases feitas, nem em felizes para sempre...
Você quebrou tudo de bom que ainda restava aqui, toda esperança de um dia amar e ser amada. Uma trouxa idiota que sobrou, só isso! Talvez alguém ainda mude esses meus pensamentos, mas sinto que isso ainda se encontra longe, porque eu acreditei em você por tanto tempo, e quem eu nunca esperava que fosse me desapontar, foi o primeiro a me dar o grande golpe. Parabéns, ainda restou a trouxa, ainda restou a sentimentalista, ou talvez agora... a sem coração.
Você levou uma parte de mim, e como eu queria minha metade de volta.
Por mais que doa agora estar longe de você, por mais que doa as tentativas frustrantes de te evitar, um dia ainda serão boas para mim, se isso um dia continuar a dor vai só se prolongar, não posso mais adiar.
Andei pensando em ser só sua amiga, mas não dá para estar do lado de quem a gente gosta sem sofrer, é pedir uma facada na alma, uma apunhalada no coração que ainda pulsa pelo esfaqueador, é implorar um pouco do seu amor, é ser uma idiota me humilhando a alguém que eu já vivi sem.
Me tornei dependente de ti e isso me deixa tão fraca e tão vulnerável a qualquer palavra tua. É como se você falasse: - 'Corre, senta, pula, dança, canta, finge de morto' e eu simplesmente obedecesse nesse exato momento. Sempre fui independente eu mesma, sem me importar com o que daria o nosso 'caso' ou melhor 'acaso' (?). Andava por aí sem querer dar satisfações, até porque ainda nada éramos além de dois apaixonados irradiantes com a beleza do sentimento que um dia se tornou um abismo, um vulcão para mim, que está nesse exato momento em erupção matando cada parte que ainda resta do meu corpo, da minha alma e do meu coração. Não dava tanta atenção, e talvez por isso você se cansou, mas era um tipo de defesa que fazia parte de mim, e você sabia até os motivos, sabia por tudo que eu tinha passado antes de te conhecer e mesmo assim vinham as cobranças, e eu não ligava tanto, ficava brava no instante, e depois passava, porque o que importava era estar bem com você, independente de quando e onde, só queria que fosse logo. Acho que agora, eu realmente me faço de idiota por você, agora que não as cobranças não existem, eu corro atrás e aí só ouço você dizendo que não dá mais... Senti meu mundo desabar nesse instante, não consegui me conter e parece que a minha vida parou ali.
E ainda sei que isso é questão de costume, sei que a paixão pode vir mais uma vez habitar meu ser incrédulo por instantes... Mas não acredito mais em amor, não acredito mais em promessas, não acredito mais em frases feitas, nem em felizes para sempre...
Você quebrou tudo de bom que ainda restava aqui, toda esperança de um dia amar e ser amada. Uma trouxa idiota que sobrou, só isso! Talvez alguém ainda mude esses meus pensamentos, mas sinto que isso ainda se encontra longe, porque eu acreditei em você por tanto tempo, e quem eu nunca esperava que fosse me desapontar, foi o primeiro a me dar o grande golpe. Parabéns, ainda restou a trouxa, ainda restou a sentimentalista, ou talvez agora... a sem coração.
Você levou uma parte de mim, e como eu queria minha metade de volta.
veneno incoerente.
Nos últimos suspiros dobrados, pude ainda me revirar na cama, sentia o vento infiltrando no quarto através das arestas da janela, e ainda sim o próprio vento continha um calor insuportável. Acordei com alguém me chamando, e vi que a vida ali ainda existia
- Ju, ju... acorda, já são uma hora e você não vai as duas na casa da sua amiga? - Era uma voz suave, uma voz que eu tanto gostava de escutar, com um sotaque tão meigo.
Acordei, almocei as pressas e tomei um banho rápido. Procurei algumas roupas jogadas pelo quarto (minha bagunça particular, é claro) e encontrei um shorts e uma blusa e foram esses mesmos que tomaram posse da minha quinta-feira nada amargurada (só um pouquinho cansativa).
Antes de sair, tive que experimentar o delicioso geladinho feito pela Alê, e fui em direção da casa da Mari com o sabor 'quero mais' de acerola.
Pensei que o dia seria literalmente ridiculo, mas pelo contrário, foi bom demais! Não sei se foi a acerola geladinha que adocicou um pouco o meu quase fim de semana, mas de qualquer forma, valeu a pena seja lá o que tenha tomado esse poder sobre mim.
(Queria doses repetidas de cada dia que me proporcionasse múltiplos sorrisos inesperados. É bom demais quando esperamos uma lágrima e de repente, não mais que surpreendentemente, aparece um sorriso espontâneo e exagerado.)
O fôlego ainda parecia estar fora de mim, mesmo com a felicidade diária, eu não o controlava, e rapidamente ele se ia, parecia ser um último suspiro, e eu percebi que meu espírito melancólico retornara, sei lá como, sei lá onde... Acho que são as horas que me encontro solitária que penso em quão amargurada eu sou,de qualquer forma, isso vai passar! Ainda me pego sorrindo pelo que sorri hoje, ainda me pego saltitando pelas piadas sem graças na escola (sinto que ano que vem será um bocado triste, último ano, despedidas, e quem sabe... as amigas um pouco mais longe?). Não suporto pensar em mais nada agora, só de pensar em despedidas, em saudades, em pessoas que amo longe, não suporto nenhuma gota desse maldito veneno, a saudade (veneno que mata, que dói).
- Ju, ju... acorda, já são uma hora e você não vai as duas na casa da sua amiga? - Era uma voz suave, uma voz que eu tanto gostava de escutar, com um sotaque tão meigo.
Acordei, almocei as pressas e tomei um banho rápido. Procurei algumas roupas jogadas pelo quarto (minha bagunça particular, é claro) e encontrei um shorts e uma blusa e foram esses mesmos que tomaram posse da minha quinta-feira nada amargurada (só um pouquinho cansativa).
Antes de sair, tive que experimentar o delicioso geladinho feito pela Alê, e fui em direção da casa da Mari com o sabor 'quero mais' de acerola.
Pensei que o dia seria literalmente ridiculo, mas pelo contrário, foi bom demais! Não sei se foi a acerola geladinha que adocicou um pouco o meu quase fim de semana, mas de qualquer forma, valeu a pena seja lá o que tenha tomado esse poder sobre mim.
(Queria doses repetidas de cada dia que me proporcionasse múltiplos sorrisos inesperados. É bom demais quando esperamos uma lágrima e de repente, não mais que surpreendentemente, aparece um sorriso espontâneo e exagerado.)
O fôlego ainda parecia estar fora de mim, mesmo com a felicidade diária, eu não o controlava, e rapidamente ele se ia, parecia ser um último suspiro, e eu percebi que meu espírito melancólico retornara, sei lá como, sei lá onde... Acho que são as horas que me encontro solitária que penso em quão amargurada eu sou,de qualquer forma, isso vai passar! Ainda me pego sorrindo pelo que sorri hoje, ainda me pego saltitando pelas piadas sem graças na escola (sinto que ano que vem será um bocado triste, último ano, despedidas, e quem sabe... as amigas um pouco mais longe?). Não suporto pensar em mais nada agora, só de pensar em despedidas, em saudades, em pessoas que amo longe, não suporto nenhuma gota desse maldito veneno, a saudade (veneno que mata, que dói).
quarta-feira, 4 de março de 2009
quem tem coragem não finge
Engraçado tentar fazer uma autoanálise sobre mim, porque só vejo o quanto sou uma sentimentalista idiota em busca de novos amores, ou novas dores (ótima comparação, para mim faz bastante sentido). Em meio a tantas pessoas, a tantas risadas ou caras fechadas, tentei me encontrar. Não fazia tanto sentido, demorei a me achar, sufocou cada fragmento do meu peito, e minhas costelas se contraíam a cada barulho desconhecido na sala. Me toquei de que estava em outro mundo logo no momento em que não devia estar, comecei a pensar só em coisas tristes e ao invés de chorar de tanto rir na escola, fechei a cara por alguns segundos. Tentei me distrair com o traquinas e o salgado de frango com catupiry bem quente, e o trabalho de português e a aula de sociologia parecima ser bem eficientes (me tirou umas três risadas um pouco forçadas, no máximo). Nesse período, pensei em como sou idiota, em como sou tola de persistir nas mesmas situações que eu sabia que nunca dariam certo, e ao invés de parar por ali, continuei, até eu levar a facada (admito que esfaquear alguém talvez seria pior, mas a dor de escutar um adeus corrói cada coração já aflito, ele anda tão amargurado).
Pensei em não me lamentar mais, por que? Ninguém vale um pingo de nossas lágrimas, e o que me consola nessas horas é o fato de que com elas Deus vai regando o jardim da nossa alma. Penso em como minhas tristezas devem deixa-Lo triste, e em como eu só falo com Ele para pedir um pouco de esquecimento, um pouco de paz, e isso me traz um sentimento de culpa, de consciencia pesada. Sempre os mesmos problemas me atormentam, e ao invés da glorificação, vem a lamentação (prometo que ainda mudarei isso).
Lá vem a lista gigante: sentimentalismos ambulantes, família, escola, incertezas, brigas, amizades, e quem não passa por isso? Quem não passa por dificuldades? Que droga de egoísmo da minha parte, pensar só em mim, só em meus problemas, ficar quieta e deixar os outros preocupados comigo, que drama maldito! Não quero mais ser assim, me achei, mas agora vou me perder mais uma vez, para me reencontrar mudada, quem sabe... totalmente transformada.
(preciso um tempo longe daqui, tempo de ficar só, de andar na areia e sumir...)
Quem tem coragem não finge, e eu não tenho tanta, por isso finjo, me escondo, digo que está tudo bem, e no fim das contas acabo admitindo que nada está como eu gostaria, mas um dia... ah! um dia, tudo vai melhorar (só me falta um pouco de fé, logo vou resgata-la).
Pensei em não me lamentar mais, por que? Ninguém vale um pingo de nossas lágrimas, e o que me consola nessas horas é o fato de que com elas Deus vai regando o jardim da nossa alma. Penso em como minhas tristezas devem deixa-Lo triste, e em como eu só falo com Ele para pedir um pouco de esquecimento, um pouco de paz, e isso me traz um sentimento de culpa, de consciencia pesada. Sempre os mesmos problemas me atormentam, e ao invés da glorificação, vem a lamentação (prometo que ainda mudarei isso).
Lá vem a lista gigante: sentimentalismos ambulantes, família, escola, incertezas, brigas, amizades, e quem não passa por isso? Quem não passa por dificuldades? Que droga de egoísmo da minha parte, pensar só em mim, só em meus problemas, ficar quieta e deixar os outros preocupados comigo, que drama maldito! Não quero mais ser assim, me achei, mas agora vou me perder mais uma vez, para me reencontrar mudada, quem sabe... totalmente transformada.
(preciso um tempo longe daqui, tempo de ficar só, de andar na areia e sumir...)
Quem tem coragem não finge, e eu não tenho tanta, por isso finjo, me escondo, digo que está tudo bem, e no fim das contas acabo admitindo que nada está como eu gostaria, mas um dia... ah! um dia, tudo vai melhorar (só me falta um pouco de fé, logo vou resgata-la).
Ele existe, a falta também.
Acordei com uma tristeza súbita arrancando cada pedacinho de mim, como se a alvorada, o crepúsculo e as estrelas não fizessem mais sentido. Costumava olhar para o céu toda noite depois da escola e ficar feliz só naquele ato, e hoje mal consegui olhar para cima. Alguma parte de mim gritava por socorro, por uma cartela de dramin ou rivotril, por 3 dias de cama dormindo sem nenhum interrompimento; essa 'parte de mim' não foi tão forte como das outras vezes, e não conseguiu induzir minhas mãos inúteis a procurar por cartelas de remédio na cozinha, no quarto, ou até mesmo nas comodas.
Tentei entender essas minhas mudanças de humor repentinas, e entender o vazio que preenchia meu coração nesse exato momento, e era a falta dele. Não de um garoto qualquer, idiota que preenchesse minha cabeça de 17 anos, não um amor platônico, muito menos um simples amigo, eu sentia falta do meu pai. E o pior de tudo é que ele nem se foi pra um lugar que eu não possa ir, ele só está em outro estado e isso me deixa amargurada. Nem consigo ligar pra ele com alguma decência na voz, porque a cada telefonema, meus olhos se enchem de lágrimas, parece que a cada palavra que ele diz, mais saudades me sufocam. Que droga! Por que sentir tanta falta dele justo agora? antigamente nem éramos tão unidos, e agora que preciso dele, nem aqui está. E se um dia eu me atrever a dizer em alto e bom tom que o queria aqui, minha mãe simplesmente me apedrejará de ciúmes.
Nessas horas eu busco um blog largado por aí, as traças, para que eu possa escrever sentimentalismos idiotas que vem em minha cabeça, costumo escrever sobre a falta do sorvete de pavê, das tentativas frustrantes de carinhos, das risadas vendo pantera cor de rosa, e dos meus biscoitos favoritos que só ele comprava pra me agradar... São pequenas coisas, as vezes só alguns gestos, as vezes algumas lembranças das coisas que eu mais gosto, mas são essas pequenas atitudes que não me fazem desistir de amar você pai (: que me fazem deixar de pensar que você um dia me rejeitou, ou sei lá, me fazem pelo menos ter uma perspectiva melhor.
Eu sinto sua falta pai!
Tentei entender essas minhas mudanças de humor repentinas, e entender o vazio que preenchia meu coração nesse exato momento, e era a falta dele. Não de um garoto qualquer, idiota que preenchesse minha cabeça de 17 anos, não um amor platônico, muito menos um simples amigo, eu sentia falta do meu pai. E o pior de tudo é que ele nem se foi pra um lugar que eu não possa ir, ele só está em outro estado e isso me deixa amargurada. Nem consigo ligar pra ele com alguma decência na voz, porque a cada telefonema, meus olhos se enchem de lágrimas, parece que a cada palavra que ele diz, mais saudades me sufocam. Que droga! Por que sentir tanta falta dele justo agora? antigamente nem éramos tão unidos, e agora que preciso dele, nem aqui está. E se um dia eu me atrever a dizer em alto e bom tom que o queria aqui, minha mãe simplesmente me apedrejará de ciúmes.
Nessas horas eu busco um blog largado por aí, as traças, para que eu possa escrever sentimentalismos idiotas que vem em minha cabeça, costumo escrever sobre a falta do sorvete de pavê, das tentativas frustrantes de carinhos, das risadas vendo pantera cor de rosa, e dos meus biscoitos favoritos que só ele comprava pra me agradar... São pequenas coisas, as vezes só alguns gestos, as vezes algumas lembranças das coisas que eu mais gosto, mas são essas pequenas atitudes que não me fazem desistir de amar você pai (: que me fazem deixar de pensar que você um dia me rejeitou, ou sei lá, me fazem pelo menos ter uma perspectiva melhor.
Eu sinto sua falta pai!
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