quarta-feira, 4 de março de 2009

quem tem coragem não finge

Engraçado tentar fazer uma autoanálise sobre mim, porque só vejo o quanto sou uma sentimentalista idiota em busca de novos amores, ou novas dores (ótima comparação, para mim faz bastante sentido). Em meio a tantas pessoas, a tantas risadas ou caras fechadas, tentei me encontrar. Não fazia tanto sentido, demorei a me achar, sufocou cada fragmento do meu peito, e minhas costelas se contraíam a cada barulho desconhecido na sala. Me toquei de que estava em outro mundo logo no momento em que não devia estar, comecei a pensar só em coisas tristes e ao invés de chorar de tanto rir na escola, fechei a cara por alguns segundos. Tentei me distrair com o traquinas e o salgado de frango com catupiry bem quente, e o trabalho de português e a aula de sociologia parecima ser bem eficientes (me tirou umas três risadas um pouco forçadas, no máximo). Nesse período, pensei em como sou idiota, em como sou tola de persistir nas mesmas situações que eu sabia que nunca dariam certo, e ao invés de parar por ali, continuei, até eu levar a facada (admito que esfaquear alguém talvez seria pior, mas a dor de escutar um adeus corrói cada coração já aflito, ele anda tão amargurado).
Pensei em não me lamentar mais, por que? Ninguém vale um pingo de nossas lágrimas, e o que me consola nessas horas é o fato de que com elas Deus vai regando o jardim da nossa alma. Penso em como minhas tristezas devem deixa-Lo triste, e em como eu só falo com Ele para pedir um pouco de esquecimento, um pouco de paz, e isso me traz um sentimento de culpa, de consciencia pesada. Sempre os mesmos problemas me atormentam, e ao invés da glorificação, vem a lamentação (prometo que ainda mudarei isso).
Lá vem a lista gigante: sentimentalismos ambulantes, família, escola, incertezas, brigas, amizades, e quem não passa por isso? Quem não passa por dificuldades? Que droga de egoísmo da minha parte, pensar só em mim, só em meus problemas, ficar quieta e deixar os outros preocupados comigo, que drama maldito! Não quero mais ser assim, me achei, mas agora vou me perder mais uma vez, para me reencontrar mudada, quem sabe... totalmente transformada.
(preciso um tempo longe daqui, tempo de ficar só, de andar na areia e sumir...)

Quem tem coragem não finge, e eu não tenho tanta, por isso finjo, me escondo, digo que está tudo bem, e no fim das contas acabo admitindo que nada está como eu gostaria, mas um dia... ah! um dia, tudo vai melhorar (só me falta um pouco de fé, logo vou resgata-la).

Um comentário:

  1. Deus não nos ajuda a esquecer, resgata a força que há dentro de nós (que muitas vezes ignoramos) e nos mostra o quanto somos capazes de superar tudo o que está diante dos nossos olhos.

    a sua fé não é pouca, nunca será.
    eu te darei a mão quando precisar

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