Nos últimos suspiros dobrados, pude ainda me revirar na cama, sentia o vento infiltrando no quarto através das arestas da janela, e ainda sim o próprio vento continha um calor insuportável. Acordei com alguém me chamando, e vi que a vida ali ainda existia
- Ju, ju... acorda, já são uma hora e você não vai as duas na casa da sua amiga? - Era uma voz suave, uma voz que eu tanto gostava de escutar, com um sotaque tão meigo.
Acordei, almocei as pressas e tomei um banho rápido. Procurei algumas roupas jogadas pelo quarto (minha bagunça particular, é claro) e encontrei um shorts e uma blusa e foram esses mesmos que tomaram posse da minha quinta-feira nada amargurada (só um pouquinho cansativa).
Antes de sair, tive que experimentar o delicioso geladinho feito pela Alê, e fui em direção da casa da Mari com o sabor 'quero mais' de acerola.
Pensei que o dia seria literalmente ridiculo, mas pelo contrário, foi bom demais! Não sei se foi a acerola geladinha que adocicou um pouco o meu quase fim de semana, mas de qualquer forma, valeu a pena seja lá o que tenha tomado esse poder sobre mim.
(Queria doses repetidas de cada dia que me proporcionasse múltiplos sorrisos inesperados. É bom demais quando esperamos uma lágrima e de repente, não mais que surpreendentemente, aparece um sorriso espontâneo e exagerado.)
O fôlego ainda parecia estar fora de mim, mesmo com a felicidade diária, eu não o controlava, e rapidamente ele se ia, parecia ser um último suspiro, e eu percebi que meu espírito melancólico retornara, sei lá como, sei lá onde... Acho que são as horas que me encontro solitária que penso em quão amargurada eu sou,de qualquer forma, isso vai passar! Ainda me pego sorrindo pelo que sorri hoje, ainda me pego saltitando pelas piadas sem graças na escola (sinto que ano que vem será um bocado triste, último ano, despedidas, e quem sabe... as amigas um pouco mais longe?). Não suporto pensar em mais nada agora, só de pensar em despedidas, em saudades, em pessoas que amo longe, não suporto nenhuma gota desse maldito veneno, a saudade (veneno que mata, que dói).
Assinar:
Postar comentários (Atom)

o longe nunca é tão longe quanto parece! e se houver despedidas e lágrimas lembre-se do que você viveu, dos dias que você sorriu intensamente. o longe nunca é tão longe quando se tem lembranças!
ResponderExcluir