sábado, 11 de abril de 2009

Ando respirando solidão, vendo solidão, sentindo solidão, ouvindo solidão, tocando e tocando, abraçando a tal solidão.
Preciso fazer uma confissão, odeio a solidão e ela ainda sim me persegue. Parece que eu preciso ficar um pouco sozinha e tentar lidar com isso sozinha, eu e eu mesma; mas não sou tão forte, nem consigo suportar a intensidade das dores, dos horrores, das quedas e dos tropeços (ainda existem marcas de tudo).

Se eu tivesse ao menos você aqui, tudo mudaria. O sorriso fluiria, a alegria eu colheria, conseguiria caminhar sem uma lágrima, sem um sorriso forçado, seria tudo tão mais espontaneo e lindo. Com você aqui, a minha vida teria sido totalmente diferente, mas ela não é, NÃO É.

Sinto sua falta todos os meses do ano, todas as semanas dos meses, e todos os dias das semanas, todas as horas dos dias, e todos os minutos das horas, e todos os segundos dos minutos.
Só não falo diariamente de você porque acho melhor tudo isso esconder, não vai aliviar nada mais um choramingo e nem mais uma lembrança sendo escrita num papel bordado para que no futuro eu leia e sorria com a saudade que não é tão doída assim. Mas é tudo mentira, eu prefiro esperar o calar da noite para chorar sozinha, para escrever em papéis bordados, ou em um blog totalmente esquecido sobre você, sobre a sua voz, sobre as piadas e os sacolés, sobre o teu sorriso que me fazia sorrir sem forçar nada, sobre os dicionários, sobre sua beleza que eu tanto queria pra mim, meu galego, meu avô, meu lindo, meu pai, meu herói.

Só consigo gritar agora: PLEASE DON'T GO!
e é em vão, você já se foi, já se foi.... já se foi.

Um comentário:

  1. não diga que não consegue... não diga que não pode mais! você pode sim, eu sei.
    e se estamos sós, então estamos juntas nessa!
    te amo...

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