sexta-feira, 24 de abril de 2009

uma palavra bonita.


Como é bom ouvir uma palavra bonita, uma frase inesperada, surpreendente, melhor ainda é ouvir um 'eu te amo' de alguém que sentimos falta, de alguém que nos faz sorrir sem contar esforços, de alguém que não esperamos um abraço e um sorriso, porque o tempo nos afastou desse alguém, porque os lugares e as pessoas o mudaram, e mesmo assim o afeto permanece, um pouquinho inconstante e inconsciente, mas existe.
Então, hoje foi um dia desses, de uma palavra bonita, de um sorriso sincero que eu tanto espero e de um abraço demorado (dos materiais deixados no chão para me afugentar um pouco mais no abraço dele), de uma expressão de saudades no pé do ouvido, de um 'eu te amo' não esperado, de um olhar um pouco mais almejado, de lembranças de um ano que se foi, e que ainda sim seria bom que voltasse, só para tê-lo ali todos os dias me chamando ou me ligando.
Fui dormir com uma sensação diferente, como se tudo fosse ser triste e obscuro. Fui dormir com o meu coração voltado para o sentimento de 'vazio', o sentimento de 'saudades' e 'cuidar', como se eu nunca tivesse cuidado o suficiente daquela pessoa que era me dada para essa tarefa, aquele amigo e companheiro que deixei escapar por entre os dedos por causa de ciúmes bobos de outras pessoas, ou de medos ridículos, ou de orgulhos feridos. Acordei e não me lembrava mais do que tinha se passsado - melhor assim - até que numa tarde qualquer, ele apareceu justamente onde eu estava, falando sobre uma pessoa um pouquinho ligada a ele, e ainda sim, não era dele. Pensei que fosse passar reto, como tinha feito tantas outras vezes, mas ele não me ignorou, me olhou e acenou, eu sorri, só pude sorrir, não consegui nem levantar da cadeira de onde estava para ir lá abraça-lo (embora essa idéia não me saísse da cabeça), e ele ainda estava lá, olhando para trás enquanto eu sorria desesperadamente pedindo, gritando por um abraço e mais um tempinho ali, naquele espaço congelado, paralisado. Ao olhar pra trás pela última vez naquele momento, ele gritou que me amava, perto dos amigos dele e das minhas amigas, e eu não pude acreditar que ele ainda me amava, que ele ainda pensava em mim (mesmo sendo só como amigo), pensei que o tempo tivesse apagado tudo e deixado as lembranças jogadas as traças, ele ainda me tinha com ele, assim como eu o tinha comigo.
De noite, eu consegui abraça-lo e falar algo, mesmo com as pernas bambas, de emoção é claro - sempre o tive como o meu melhor amigo -, não podia acreditar que ele tinha voltado ali, não podia acreditar nas palavras e nem no que tinham me falado sobre o rumo que ele tinha tomado - tudo devia ser uma blasfêmia, tudo -.
Agora parece que tudo foi um sonho realmente, parece que não o terei mais em meus dias tão cansativos e rotineiros, eu o queria aqui, nem que fosse pra uma ligação, nem que fosse só para deixar o seu sorriso radiar pela minha vida e introduzir um pouco mais de felicidade aqui, gostaria de estar ao lado dele em todos os momentos, nas escolhas mais bobas e nas mais sérias, gostaria que ele voltasse a ser o MEU melhor amigo, o MEU sol particular, o MEU refúgio constante quando a agonia não me deixasse, o MEU confidente, o MEU abrigo; Gostaria que ele voltasse a ser o mesmo a todo instante, comigo pelo menos, só por mais um dia... me fazer mais feliz.

- Não foi um sonho, é realidade, é a minha realidade! -

Nenhum comentário:

Postar um comentário