terça-feira, 12 de maio de 2009

Give me one reason to stay.


A morte nos surpreende, por isso costumo dizer que surpresas geralmente não são boas; Nunca esperamos certos fatos, e eles acontecem quando não podemos suportar, quando ainda somos pequenos e fracos demais.
As vezes me vejo morrendo, pode ser um grande pesadelo, ou uma realidade abstrata; Ou esse 'morrer' não seja uma morte física, talvez ela apenas simbolize a morte de algumas manias, de alguns defeitos, de alguns argumentos incrédulos, e especialmente de alguns sentimentos dolorosos, ardentes e descontentes.
Me vejo morrer, talvez não sei nem o porque. Penso ser insuficiente para viver só, e que a morte de alguns trouxe a minha própria tristeza e morte dos sorrisos constantes. Costumo ser agora mais inconstante do que nunca, digo algo e logo mais contrario o que havia saido de minha própria boca; Gosto de azul, depois de roxo, preto e branco, e depois abomino os dois unidos. Digo ser forte, digo ter fé, e depois reclamo, resmungo e digo que sou fraca demais, que não me suporto e que não aguentarei mais nada; Digo que quero dormir 24 horas seguidas, e quando acordo chego a me odiar pelo tanto que dormi. Extraio forças de dentro de mim para seguir em frente, e logo mais quero descansar, e deixar a preguiça me dominar.
Me vejo morrer, matar, me vejo lutar contra esses grandes defeitos e essas inconstâncias que me sobreveem todo o santo dia, extinguindo todo o tipo de detalhes que me fazem ser pior e só.

Por me ver assim, morrer, matar, desanimar, simbolizar tudo quanto é tipo de manias, por que não me vejo sem você? Estranho viver assim: segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos sem o teu abraço quentinho me envolvendo com a preocupação que me proporcionava um ego inabalável, que fazia com que eu eu me sentisse a melhor pessoa do mundo, a mais querida e amada, a mais forte, a maior menina de 4 anos que podia existir... Porque com você ao meu lado, eu pude suportar, eu pude acreditar em tantas coisas. Mas, fui pega de surpresa, e desaprovei qualquer tipo de mentira, qualquer tipo de dor prolongada... Daria meus dias pelos seus, você sabe melhor do que qualquer pessoa.

E agora meu destino é continuar com essas paranóias? Ficar sem você, depois sem aquela outra pessoa especial, depois sem aquele familiar tão amado, depois sem aquele amigo distante.
A morte vem, não só física, ela vem em muitos outros aspectos... E eu realmente estou sem pessoas que nem mortas estão, só distantes... longes de mim.

É muito importante demonstrarmos nosso amor, porque nunca sabemos o que nos aguarda no dia de amanhã... Se eu não demonstrei o suficiente, te digo: me vejo morrendo, porque o fim de todos aqui é a morte, mas eu sei... que um dia eu vou te encontrar. Te digo: eu te amo, e essas três palavrinhas mágicas são tão sinceras, pequenas, e ainda sim lindas, como grãos de areia, estrelas pequeninas em um grande céu, gotas de orvalho em uma manhã radiante.


Ainda acho que a morte surpreende, que ela machuca e dói. É como uma faca de dois gumes, é como um túnel que nos encontra seja lá aonde estivermos, um túnel escuro, que tem uma saída distante... E quanto mais andamos ao encontro dessa saída, mais ela se distancia, é como se a sombra desse túnel vagasse pelo resto de nossas vidas. Ainda me vejo morrendo, para esse mundo, para as manias bobas, para os grandes defeitos, mas ainda te imploro algo: Nunca morra dentro de mim, NUNCA (essa vai ser a única razão para que eu fique aqui, e ainda sorria um bocado).

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